
Segunda Versão da Resenha
(2.249)
Uma Forma de Linguagem: O Erro Que Não É Um Erro
Arthur Rizzi Cintra
A Língua de Eulália, de Marcos Bagno (Contexto, 1997), nos leva ao mundo da sociolingüística, para discutir diferentes usos da língua, isto é, refletir sobre o erro defendendo a idéia de que nem sempre o que achamos errado de fato o é. O equivoco ocorre quando sem saber as pessoas julgam antes de saber os motivos pelos quais determinadas pessoas falam de maneira que consideramos errada. Afinal o modo de falar tem estreita relação com a cultura onde a pessoa viveu. Então o que é errado é apenas um modo diferente de viver, uma cultura diferente.
Uma Forma de Linguagem: O Erro Que Não É Um Erro
Arthur Rizzi Cintra
A Língua de Eulália, de Marcos Bagno (Contexto, 1997), nos leva ao mundo da sociolingüística, para discutir diferentes usos da língua, isto é, refletir sobre o erro defendendo a idéia de que nem sempre o que achamos errado de fato o é. O equivoco ocorre quando sem saber as pessoas julgam antes de saber os motivos pelos quais determinadas pessoas falam de maneira que consideramos errada. Afinal o modo de falar tem estreita relação com a cultura onde a pessoa viveu. Então o que é errado é apenas um modo diferente de viver, uma cultura diferente.
Essas idéias são colocadas no livro de Bagno por meio de uma história, em que três jovens estudantes de diferentes cursos, Letras, Pedagogia e Psicologia, fazem uma viagem ao sitio da tia de uma delas que é professora. Lá conhecem Eulália amiga de muitos anos e empregada da professora. Com o passar dos dias e uma maior interação convívio entre elas, as estudantes estranham seu modo diferente de falar e analisam com atenção sua forma de falar, uma forma diferente, não considerada a correta.
A partir de então, a professora passa a conversar e “discutir” com as jovens a forma de linguagem que Eulália utiliza. Assim, as jovens vão percebendo cada vez mais que essa forma de linguagem não é errada, pois Eulália traz em sua fala um vocabulário do meio em que viveu e as jovens descobrem que é difícil alguém falar o português de uma maneira padrão, afinal nossa língua é composta por diferentes dialetos e diferentes línguas. Não conseguimos até hoje compreender de forma clara o português falado em Portugal, será que somos capazes de julgar quando o que se diz está correto?
Neste livro, o autor nos ensina a lidar com diferenças lingüísticas através de uma leitura fácil e prazerosa. E assim percebemos o quanto nos precipitamos ao avaliar o que está certo ou errado. Bagno nos ensina que todas as palavras e formas de expressão têm sua origem e há sempre uma explicação para isso seja social, cultural, ambiental, histórica ou lingüística. Ele nos mostra que existem diferentes modos de aprender a se comunicar, expressar, sem ser aquele que é aprendido na escola e que consideramos o correto por ser a língua padrão.
A partir de então, a professora passa a conversar e “discutir” com as jovens a forma de linguagem que Eulália utiliza. Assim, as jovens vão percebendo cada vez mais que essa forma de linguagem não é errada, pois Eulália traz em sua fala um vocabulário do meio em que viveu e as jovens descobrem que é difícil alguém falar o português de uma maneira padrão, afinal nossa língua é composta por diferentes dialetos e diferentes línguas. Não conseguimos até hoje compreender de forma clara o português falado em Portugal, será que somos capazes de julgar quando o que se diz está correto?
Neste livro, o autor nos ensina a lidar com diferenças lingüísticas através de uma leitura fácil e prazerosa. E assim percebemos o quanto nos precipitamos ao avaliar o que está certo ou errado. Bagno nos ensina que todas as palavras e formas de expressão têm sua origem e há sempre uma explicação para isso seja social, cultural, ambiental, histórica ou lingüística. Ele nos mostra que existem diferentes modos de aprender a se comunicar, expressar, sem ser aquele que é aprendido na escola e que consideramos o correto por ser a língua padrão.
